SAÚDE NA MESA

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Marlise Potrick Stefani

Por Marlise Potrick Stefani*

Muito se fala hoje na retirada do gluten na dieta para emagrecer, para desinchar, etc… Mas qual serão os ganhos da retirada do gluten da dieta?

A retirada do gluten da dieta é indicada para pacientes portadores da doença celíaca, doença que acomete cada vez mais pacientes, crianças, jovens e adultos.

O manejo de dietas retirando-se o gluten pode oferecer uma redução de peso pela própria retirada de alimentos muito calóricos, baratos e de fácil acesso como o pão, a pizza e biscoitos, comum no dia-a-dia da maioria das pessoas.

Na dieta sem gluten é necessária a substituição dos alimentos que contenham o gluten por outros carboidratos como arroz e seus derivados, milho, batata, aipim ou mandioca, com seus derivados como farinha de mandioca, polvilho azedo, polvilho doce.

Isto justifica o sucesso do tradicional prato nordestino, a tapioca que veio para dar sabor às mesas do Sul e Sudeste recheada de queijos, e outras delícias.

O gluten é uma proteina vegetal, presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte e os seus derivados,  como pães, bolos, pizzas, bolachas e até mesmo bebidas como a cerveja. Ou seja, todos alimentos altamente apetitosos e caloricos.

Há pacientes que, ao diagnosticar a doença celíaca até ganham peso, pois buscam desesperadamente nas prateleiras produtos que substituam os seus hábitos alimentares, sem o gluten.

A indústria alimentícia vê neste nicho de mercado uma grande alternativa de ganhos financeiros inclusive.

É importante oferecer aos pacientes opções saudáveis e saborosas, mas nós, profissionais da área da saúde devemos saber orientar corretamente o uso desta dieta.

Segundo o CRN, Conselho Regional de Nutricionistas, a recomendação indiscriminada para restrição do consumo de gluten não encontra atualmente respaldo na ciência da nutrição, e só deve ser destinada a pacientes com diagnóstico clinico confirmado de doença celiaca, de dermatite herpetiforme, de alergia ao gluten, de intolerância ao gluten, salientando-se que o diagnóstico clinico é de competência exclusiva do médico.

Assim, podemos reduzir a ingesta de carboidratos no intuito de reduzir peso, mas esta atitute deve ser aliada a modificação dos hábitos de vida, introduzindo atividades fisicas que lhe permitam queimar as calorias ingeridas em excesso e transformadas em gordura corporal, sempre com orientação de um médico ou nutricionista.

*Marlise Potrick Stefani é  Nutricionista, Especialista e Mestre em Qualidade; Especialista em Alimentação Coletiva; Especialista em Geriatria e Gerontologia; Professora de Cursos de Nutrição e Gastronomia Saudável.



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