(Foto: Bruno Alencastro)

Conheça o universo das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) na gastronomia, que se utiliza das flores como elemento na finalização dos pratos

As flores embelezam qualquer tipo de cenário. Um jardim, uma casa ou um canteiro ficam muito mais charmosos se há uma planta bem bonita, e que ajuda a harmonizar o ambiente. Na culinária, também é possível acrescentar as flores no cardápio. Algumas podem formar uma excelente combinação com outros alimentos, permitindo assim a composição de belíssimos pratos.

(Foto: Bruno Alencastro)

Utilizar flores na gastronomia é marca registrada da chef Biba Retamozo. Ela é proprietária da Maria Bolachinha, uma deliciaria de Porto Alegre que atende sob encomenda, especializada na produção de doces artesanais. Após atuar por dez anos como jornalista, decidiu ser confeiteira, realizou um curso no Senac, e abriu seu próprio atelier em 2009. “Eu finalizo todos os meus pratos com flores – é uma regra de ouro da minha empresa. Nada sai para o salão em um evento sem elas”, diz.

Ela explica que desde a sua formação no Senac, aplica flores em seu cardápio, no momento em que aprendeu que era possível. Assim, se especializou em tentar entender as plantas alimentícias não convencionais (PANCs). Entre o que utiliza em seus alimentos, estão a capuchinha, a rosa, o jambu, a abóbora, o lírio, a alfazema, entre outros.

(Foto: Bruno Alencastro)

Comprar plantas comestíveis não é uma tarefa fácil. Elas não podem ser adquiridas em uma floricultura, pelo risco de estarem contaminadas devido ao uso de agrotóxicos. Outro cuidado que deve ser tomado é quanto a alergias, o pólen das flores e os bichinhos que podem estar presentes dentro das pétalas. “O importante, das comestíveis, é usar as orgânicas e de fornecedores confiáveis”, completa Biba, que faz compras de brotos com três produtores diferentes.

É variada a reação do público quanto a presença de flores comestíveis no prato. A chef comenta que às vezes há boa aceitação, de pessoas curiosas que experimentam, ou quem já está acostumado a comer. E também existem os que não têm interesse em comer estas plantas.

(Foto: Bruno Alencastro)

Por outro lado, não é preciso apenas buscar por um restaurante para comer flores. Biba apresenta algumas combinações que podem ser feitas em casa. “A capuchinha é mais comum e aceitada aqui no Rio Grande do Sul, vai bastante com salada, e tem gostinho de agrião. Mas pesto de rosas, por exemplo, fica ótimo com peixes. Outra opção é a flor de abóbora, rende um risoto delicioso. E tem o jambu, que adormece a boca e brinca com os sentidos”, destaca.

Para quem ainda nunca provou, a chef ainda dá um último conselho. “O importante é não ter medo de experimentar e, sobretudo, tendo a consciência de que devemos atentar cada vez mais para a alimentação, pela carência de ingredientes, saber que temos um mundo de PANCs que podem ser opção de alimentos saudáveis. E lindos!”, finaliza.



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