Colheita ocorre no dia 11 e 12 de março, nos vinhedos de Dom Pedrito.

É na região da campanha gaúcha, de verdes campos, estações bem definidas, verões quentes e invernos secos, que a uva emblemática da região, a Tannat, começará a ser colhida esta semana nos vinhedos da Dunamis, em Dom Pedrito. Depois de meses de cultivo e inúmeros cuidados, o fruto recebe o aval dos enólogos Thiago Peterle e Vinícius Bortolini Cercato para dar início a mais uma etapa de elaboração de um vinho que se tornou marca registrada do extremo sul do Rio Grande do Sul.

Ocorrendo em 11 e 12 de março, a colheita da Tannat está em dia, graças ao clima favorável da região, que se portou, segundo os enólogos, de maneira excepcional no último ano. A safra, segundo Vinícius Cercato, está impecável: “Tivemos uma maturação diferenciada, praticamente completa, daquelas que se vê em livros. Na prática, 2015 foi menos chuvoso, principalmente nos vinhedos. As chuvas, quando vieram, foram nas doses recomendadas para a maturação ideal da uva. Foi um ano muito bom”, avalia. Desse trabalho, irão resultar pelo menos 5 mil litros do vinho, que deverão chegar ao mercado em novembro de 2016, como uma safra emblemática.

Vinhedos da Dunamis na região da campanha gaúcha
Vinhedos da Dunamis na região da campanha gaúcha

Do cultivo em terras do solo da campanha gaúcha, o resultado surpreendente: diferente do vinho Tannat conservador, proveniente de vinhedos uruguaios, o vinho que carrega a marca da Dunamis vem com um sabor frutado, graças à maturação da fruta, enchendo o paladar de sabores alegres com leves nuances em madeira, oriundas de sua maturação em barricas de carvalho. Em boca, o consumidor encontrará taninos presentes, suaves e aveludados, ao já conhecido modo Dunamis de elaborar Tannat. “Os aromas ainda são uma expectativa, mas tudo indica que irá para o lado das frutas vermelhas bem maduras, violetas, cassis, ameixas negras e o toque animal de couro, característico da variedade”, pontua Cercato.

Ousado e livre de convenções, o Tannat Dunamis é ideal para acompanhar pratos típicos da campanha gaúcha: um bom churrasco de 12 horas, um cordeiro assado em fogo de chão, com salmoura e pimenta do reino. Carnes de caça também formam um conjunto harmonioso com a bebida, resultando em um belo contraste entre o sabor intenso do prato com os taninos suaves e aveludados encontrados na taça. “Nosso objetivo é elaborar vinhos que possam ser consumidos harmoniosamente com pratos elaborados e também com refeições simples, tornando prazeroso e descontraído até mesmo o jantar corrido do meio da semana”, enfatiza Vinícius Cercato.

Assinado por Conceitocom



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