COMPARTILHE

Vico Crocco morou por  12 anos na Europa, onde estudou na renomada escola alemã JRE Akademie. Teve a oportunidade de descobrir sua paixão pelas panelas e seus sabores cozinhando com Ulf Dörge no restaurante e vinoteca Walter & Benjamin. Trabalhou ao lado do chef Harald Rüssel, o que possibilitou elaborar pratos regionais e apresentá-los de forma contemporânea. Além disso, atuou com Peter Goosens, considerado um dos melhores chefs do mundo e o melhor da Bélgica.

Quando e por que você decidiu ser chef?  Eu cursava Engenharia Mecânica, na Alemanha, em 2004, e trabalhei como garçom. Me encantei pela alegria que a comida proporciona às pessoas, pelo envolvimento que ela permite.  Gosto também da adrenalina de trabalhar numa cozinha. E, claro, também me inspirei na minha mãe e na minha avó, excelentes cozinheiras.

Quais chefs te inspiram? Os chefs alemães Harald Rüssel e Ulf Dörge, o francês Michel Bras, o argentino Francis Mallmann e a brasileiríssima Neka Menna Barreto.

Quais são as suas influências na gastronomia? A Alemã. Foi lá que me interessei pela gastronomia e lá que aprendi. Gosto muito da cozinha brasileira. E também  me interesso pelo lado exótico da cozinha asiática, em especial a tailandesa.

Qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha? Um bom azeite de oliva. Ele levanta o prato e  realça mais o sabor.

E aquele que não entra de jeito nenhum? Não cozinho com pó industrializado.

Que restaurante frequenta quando está de folga? Gosto do Bah! Pelo serviço e comida excelente; ao Filé Cantagalo, para ir em  família; Pâtisserie e o Koh Pee Pee.

Na Cozinha, qual o principal erro que se pode comer?  No Brasil, vejo que um dos principais erros na cozinha é não usar o timer. Acabam esquecendo o tempo e, muitas vezes, os pratos queimam. Outro cuidado importante é com as frigideiras. É preciso estar sempre atento à grossura do fundo delas. Quando mais grossa ele for, melhor. Pois, por exemplo, você consegue selar uma carne de forma uniforme. Também sempre cuido para não errar na hora de comprar produtos.

Para você, o que é tendência em gastronomia atualmente? Ir ao contrário. Para mim, tendência, hoje, é a regionalização, a comida simples e boa. O envolvimento com todo o ato que envolve comer, como o ambiente, música, o salão, o frio, calor e, principalmente, a emoção. O ser humano está cada vez menos emotivo e a comida deve possibilitar esse resgate.

Uma harmonização perfeita?  Frutos do mar e um vinho riesling não minerado. Também gosto de misturar o doce e o salgado.

Quais os planos para o futuro? Fico no Rio de Janeiro até depois das Olimpíadas, trabalhando em um novo restaurante com Morena Leite, e depois quero continuar meu trabalho no Crocco Container/Pergolado. Fazer eventos, novos projetos e não descarto também planos no exterior.

Se você soubesse que morreria hoje, qual seria a última refeição?  Pinhão, milho, arroz e moela. São as comidas que eu mais gosto. A moela, em especial, que lembra minha avó.

Crocco Studio Design
Rua Simão Bolivar, 603 – Vila Conceição
Porto Alegre, RS
www.croccostudiodesign.com

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here