A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectou pelo de roedor em cinco marcas de Extrato de tomate e proibiu a comercialização dos itens.

A Agência encontrou matéria estranha indicativa de risco à saúde humana, pelo de roedor, nos extratos/molhos de tomate das marcas: Predilecta, Pomarola, Elefante, Aro e Amorita.

O molho de tomate tradicional da marca Pomarola, fabricado por Cargill Agrícola S.A., o lote do produto com pelo de roedor é o de número 030903 com validade de 31/08/2017. Também fabricado pela Cargill, o extrato de tomate da marca Elefante, encontrado com a matéria estranha é o de lote 032502, com validade de 18/08/2017.

O da marca Predilecta e Aro, ambos fabricados pela Predilecta Alimentos Ltda, os lotes são: extrato de tomate Predilecta: lote 213 23IE com validade de 03/2017 e extrato de tomate Aro: lote 002 M2P com validade de 05/2017.

Já o lote “L 076 M2P”, com validade de 01/04/2017, do produto extrato de tomate, marca Amotita, também com pelo de roedor, foi fabricado por Stella D’Oro Ltda.

Todos os lotes destes produtos estão proibidos pela Anvisa de comercialização. “Determinar que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado” diz resoluções com proibições de distribuição e comercialização.

No dia 18, foi proibida a distribuição e venda em todo o país do lote “L06”, com validade até 01/04/2017, de extrato de tomate da marca Heinz, pelo mesmo motivo – pelo de roedor em amostras do produto.anvisa-permite-pelos-de-roedores-em-produtos

Só pouquinho de pelo pode

De acordo com a legislação da Anvisa, o limite máximo é um fragmento de pelo para cada 100 gramas de molhos, purês e extratos de tomate.  No entanto, recentes análises feitas por diversas entidades mostram que a presença de pelos de roedores apontam que a quantidade mínima é extrapolada, fazendo que lotes de diversas marcas sejam retiradas do mercado.

Sônia Amaro, Supervisora Institucional da Proteste, afirma que “é um problema recorrente e que seria necessário uma mudança nas regras da Agência”.  A supervisora alerta que, sem uma fiscalização eficiente por parte dos agentes sanitários, o descontrole da presença de pelos de roedores apresenta um risco para a saúde dos consumidores. Já a Anvisa argumenta que a quantidade permitida não representa danos àqueles que consumirem, se cumprida. Representantes das indústrias produtoras de molhos, purês e extratos de tomate  alegam que seria inviável para a produção do produto restringir totalmente a presença de resíduos de roedores, já que durante todo o processo, desde a colheita até a embalagem o produto passa por diversos locais que são expostos à presença de roedores.

Não só o extrato de tomate pode contar pelo de rato. A legislação também permite a presença em outros alimentos. Por exemplo, e m canela em pó por haver 1 fragmento em 50g; e em chocolate e produtos achocolatados, 1 em  cada 100g. Insetos também estão na lista dos corpos estranhos permitidos pela Anvisa.

Uma lei flexível, uma fiscalização fraca e um tempero nada gourmet. Ingerimos mais pelos de rato do que imaginávamos.

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