Foto: Ale Ruaro/divulgação

Um levantamento apurado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), baseado em dados de anos anteriores e em estimativas de projeção para os próximos meses, aponta que, até o fim de 2016, não deverá faltar suco de uva nos estoques do setor. Isso porque a quebra de 57% na safra de uva deste ano, que aumentou o custo da matéria-prima, aliada à elevação dos insumos e ao aumento da tributação, impulsionou o preço do produto e, por consequência, ocasionou o recuo nas vendas. Dessa forma, se a procura se mantiver como nos seis primeiros meses do ano, a demanda será atendida e dezembro se encerrará com saldo positivo de mais de 11 milhões de litros.

O segundo semestre de 2016 iniciou com um estoque de 67 milhões de litros de suco de uva, ou seja, 3,5 milhões a mais do que foi comercializado de agosto a dezembro de 2015, representando 5,5% extras. Ainda segundo a pesquisa, com base no primeiro semestre deste ano e nas vendas do mesmo período dos 12 meses anteriores, estima-se que 55,7 milhões de litros poderão ser vendidos até dezembro.

“A venda de suco de uva vinha crescendo em média 25% ao ano, mas em 2016 não se repetiu. Isso se deve a retração da economia, a redução do poder aquisitivo das famílias e ao aumento do custo de produção. Por isso, acredito que até janeiro ou fevereiro teremos produto”, avalia o vice-presidente do Ibravin, Oscar Ló. “Em 2017 esperamos que haja uma safra normal e que possamos restabelecer o mercado”, complementa.

Em 2015, 108,32 milhões de litros de suco de uva natural foram comercializados.



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