Um dos alentos deste escaldante verão que nos assola é poder beber cerveja para refrescar. Sempre atento aos novos rótulos apresentados pelo mercado, buscamos novas experiências. Em nossa mais recente descoberta provamos a alemã Hacker-Pschorr Weisse, novidade na importadora Porto a Porto.

Ela é uma cerveja de trigo (60% trigo e 40% cevada) não filtrada feita pela cervejaria mais tradicional da Baviera. Em sua composição, apenas os melhores ingredientes: trigo da região de Champanhe, na França, e o lúpulo de Hallertau, Alemanha. Aromática, leve, refrescante, de coloração amarela dourada, apresenta espuma intensa e cremosa.

Na degustação possui notas de banana, mel e noz-moscada ligeiramente picante com amargor equilibrado. A graduação alcoólica é de 5,5%. Entre as sugestões de harmonização estão salada ceasar, lombo defumado, salsicha e linguiça de porco, frutos do mar e sobremesas como torta de limão.

Curiosidade: a Hacker-Pschorr foi a primeira cervejaria de Munique a acondicionar suas cervejas em garrafas tradicionais com fecho de cerâmica.

Hacker-PSchorr Weisse. Foto: Sabina Fuhr
Hacker-PSchorr Weisse. Foto: Sabina Fuhr

Além da Weisse, a Hacker-Pschorr ainda tem as Munich Gold e Münchner Kellerbier.

Paulaner Hacker-Pschorr Munich Gold: tipo Lager, de baixa fermentação, elaborada de acordo com a lei de pureza alemã.

Degustação: Dourada e cristalina, apresenta aroma herbáceo, de especiarias e malte de cevada. Em boca é leve, macia, muito refrescante e com amargor equilibrado.

Graduação alcoólica: 5.50%

Paulaner Hefe-Weissbier Dunkel: Cerveja feita de 60% de malte de trigo e 40% malte de cevada, de coloração castanho-escuro, sua cor é proveniente somente da torrefação dos grãos de malte. Estilo German Dunkelweizen e tipo Ale (alta fermentação).

Degustação: Possui aroma de frutas passas. Na boca destacam-se as notas frutadas e de toffee com amargor equilibrado e persistente.

Graduação alcoólica: 4.90%

As três variações da Hacker-Pschorr podem ser encontradas na Porto a Porto Importadora.

Um pouco de história
O registro de produção mais antigo da Hacker Brauerei, nome original dessa cervejaria, data de 1417, embora Simon Hacker tenha fundado a empresa oficialmente em 1738. Anos depois, o mestre cervejeiro Joseph Pschorr casou-se com a filha de Simon, Maria Theresa Hacker, comprou a cervejaria do sogro e a transformou em uma das líderes de Munique, Alemanha. Nos anos que seguiram, os negócios prosperaram tanto que Joseph Pschorr adquiriu outra cervejaria, que chamou de Brauerei Zum Pschorr. Quando faleceu, seu primogênito Georg herdou essa empresa e o segundo filho, Matthias, ficou com a Hacker Brauerei.

Münchner Kellerbier. Foto: Sabina Fuhr
Münchner Kellerbier. Foto: Sabina Fuhr

 As duas cervejarias começaram a trabalhar em um sistema conjunto, mas somente em 1972 essa união foi oficializada, quando foi criada a HACKER-PSCHORR BRÄU AG, empresa que mostrou ao mundo as verdadeiras tradições bávaras e o seu genuíno modo de viver. Joseph Pschorr contribuiu muito para essa tradição, tendo sido o fundador da Oktoberfest Beer. Há muitos monumentos em sua homenagem na cidade de Munique e até hoje é possível visitar a “Alten Hackerhaus”, antiga propriedade onde se produzia essa cerveja.

Munich Gold. Foto: Sabina Fuhr
Munich Gold. Foto: Sabina Fuhr

 Uma curiosidade é que o famoso músico Richard Strauss (1864-1949), filho de Franz Strauss e Josephine Pschorr, teve sua carreira apoiada pelo padrinho, Georg Pschorr. Como gratidão, o músico compôs uma de suas peças mais célebres, ”Der Rosenkavalier”, em homenagem à família de sua mãe. Esta é uma das seis cervejarias oficiais da Oktoberfest de Munique.

Atualmente, a cerveja é produzida pela Paulaner, de Munique.



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