Os resultados da 5ª edição Grande Prova Vinhos do Brasil 2016 (GPVB), realizada no Rio de Janeiro, mas com divulgação ontem (03 de agosto), no coração da produção nacional de vinho, a cidade de Garibaldi, Rio Grande do Sul,comprovam que o vinho brasileiro tem – e terá – cada vez mais espaço nos podiums brasileiros e do exterior. Foram 28 categorias, com 30 campeões (pois houve três empates). Seguindo normas da OIV, o número de medalhas foi limitado a 30%. No total, foram cinco medalhas de duplo-ouro (92+pontos), 161 medalhas de ouro (88+ pontos), e 92 medalhas de prata (87 pontos). Os resultados completos estarão publicados no Anuário Vinhos do Brasil 2016/2017, com previsão de lançamento em setembro deste ano. (*ver também tabela no final do release).

Os destaques ficaram para os Espumantes Extra-Brut e Nature (com zero de açúcar adicionado), com maior número de medalhas de ouro; os Tintos Super Premium (com cerca de 40 vinhos, que formam a elite dos tintos brasileiros), nova categoria deste ano; e nas categorias Suco Tinto e Suco Branco (apenas sucos integrais 100% uva, sem adição de água, açúcar, conservantes e aditivos) que também participaram de um concurso pela primeira vez na história.  Os sucos encantaram os jurados, em especial os estrangeiros, que não conheciam o produto, e alcançaram 6 medalhas de ouro. Entre os campeões, o domínio, como esperado, foi do Rio Grande do Sul, com 27 dos 30 vinhos campeões. As surpresas neste podium foram um tinto Minas Gerais e um branco de São Paulo.

Pela primeira vez o concurso separou os espumantes elaborados pelo método Charmat dos que são elaborados pelo método tradicional, ou Champenoise. Evidenciou-se a superioridade na qualidade dos Champenoise, com 36% dos vinhos recebendo ouro contra 15% dos Charmat.O desempenho mais modesto, como em edições anteriores, foram nas categorias de vinhos brancos e rosados, com apenas 9% de medalhas de ouro. Nos tintos os números também mostram a superioridade em termos de qualidade média da Merlot sobre a Cabernet Sauvignon. A primeira com 31% de medalhas de ouro e a segunda com apenas 14%. Mesmo assim, a Cabernet Sauvignon ainda é mais plantada que a Merlot, por questões de mercado.

Este ano, o certame trouxe algumas novidades, como as novas categorias Tintos Super Premium (acima de R$ 100) e Best Buys (os mais bem pontuados até R$ 39,99), categorias especiais para espumantes elaborados pelo método tradicional (champenoise) e a inédita categoria de Suco de Uva integral. Receberão o selo de Best Buys os vinhos que receberam medalha de Ouro e tem preços até R$ 39,90.

VINÍCOLAS
14 vinícolas (lista abaixo) receberam cinco ou mais medalhas de ouro/duplo-ouro cada, a “elite” da produção nacional.

Miolo
Perini
Valduga
Almaunica
Valmarino
Luiz Argenta
Dom Abel
Dom Laurindo
Familia Bebber
Guatambu
Lidio Carraro
Maximo Boschi
Salton
Geisse

O vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, ressaltou a participação expressiva de vinícolas na edição deste ano. Segundo ele, o prêmio dá ainda mais visibilidade ao vinho brasileiro e ajuda a fortalecer o setor. “Nunca se falou tanto em vinho no Brasil e isso é resultado da qualidade cada vez maior dos nossos produtos. Quem ganha com isso é o consumidor”, destacou.

O sommelier chefe do Copacabana Palace (RJ), Ed Arruda, também jurado GRANDE PROVA VINHOS DO BRASIL 2016,enfatizou o lugar de destaque que a prova vem ocupando no cenário nacional,  consagrando-se, a cada ano, como a maior referência dos vinhos do Brasil disponíveis no mercado. “Como jurado, pude aferir o alto nível técnico deste trabalho, que coloca foco na produção nacional do vinho”, observa Arruda.

Ed Arruda destacou ainda o importante papel do Anuário Vinhos do Brasil para o desenvolvimento do ambiente econômico para o vinho brasileiro. “Utilizo o Anuário como minha principal fonte de pesquisa, pois além de trazer todas as informações das provas, há também o contato com produtores o que nos auxilia na comunicação direta com eles”. Há quatro anos, conta, a carta de vinhos brasileiros do Copacabana Palace contava com 10 rótulos de 2 vinícolas. “Desde que o Anuário começou a ser publicado, este número subiu gradativamente para os atuais 90 rótulos de 15 vinícolas”, comenta o sommelier. “Hoje, o Copacabana Palace é referência nacional na oferta de vinhos brasileiros”.

De acordo com o organizador do evento, Sérgio Queiroz, a cerimônia de entrega,  que contou com a presença de lideranças significativas do trade, foi surpreendente e revelou os vencedores com inusitados e expressivos resultados. “Somando-se ao trabalho do anuário, terminam por ser uma grande referência para o mercado, tanto trade como consumidor”, comenta Queiróz.

“Este ano tivemos uma recorde histórico na quantidade de inscrições e a comprovação da melhora qualidade de nossos vinhos no número de medalhas alcançado. O vinho nacional já é uma realidade, e não só nos espumantes, já temos ótimos vinhos em todas as categorias”, comenta Marcelo Copello, do Grupo BACO e presidente do júri Grande Prova Vinhos do Brasil (GPVB).

 



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