Única marca regional brasileira a liderar o mercado de iogurtes em uma das cinco regiões do País – de acordo com o Instituto Nielsen, a Piá quer ampliar o seu mercado além do Sul, onde está instalada. O objetivo mais próximo é conquistar os consumidores da região Sudeste, especialmente os paulistas. O pontapé inicial para esta estratégia, será dado na Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que acontece entre 4 e 6 de maio, quando a Piá apresentará as suas linhas de produtos em um estande de 120 metros quadrados.

A cooperativa surgiu em 1967, em Nova Petrópolis (RS), incentivada pela vinda de técnicos alemães que trouxeram conhecimento técnico e recursos, a Piá vem sendo decisiva para o aumento da renda dos agricultores da região. Em 1972, com o início da industrialização de leite e fornecimento de insumos agrícolas e assistência técnica ao associado, a Piá começou sua trajetória de crescimento e inovação. Naquela época, a cooperativa processava apenas dois mil litros de leite por dia, contra os 600 mil litros de hoje.

O grande salto da Piá foi dado na década de 1980, quando ela passou a produzir iogurtes. Em 2001, a marca passou a investir em produtos de maior valor agregado, especialmente nos iogurtes, aproveitando o seu conceito junto aos consumidores do Sul. De lá para cá, a linha de produtos vem aumentando consideravelmente, de tal forma que a Piá possui a liderança absoluta na Região Sul. É a única região do Brasil onde as grandes multinacionais lácteas não conseguem chegar perto da líder.

(Foto: Divulgação)

Para o gerente de marketing da Cooperativa Piá, Tiago Haugg, o sucesso da marca está baseado em produtos com qualidade superior, com sabores e embalagens diferenciadas. A qualidade, segundo Tiago, venm do controle da matéria prima, já que o leite e as frutas vêm de produtores associados da cooperativa, que recebem toda a assistência técnica e são remunerados com valores acima da média do mercado.

Quando se fala em sabores diferenciados, é possível perceber inovações, como o lançamento de bebidas lácteas com frutas amarelas, verdes e roxas, que utilizam com exclusividade no Brasil uma moderna e prática embalagem Tetratop da Tetrapak. A introdução do mirtilo em iogurtes – hoje um dos produtos mais consumidos da linha Essence Pedaços, e os sabores de sobremesa, como tortinha de limão, banana caramelada e o apffelstrudel na linha de Iogurte Grego, são outros exemplos. O iogurte grego da Piá, aliás, foi lançado ao mesmo tempo em que gigantes lácteos como a Nestlé e Vigor apresentavam a novidade ao mercado brasileiro.

“Nosso desafio no mercado é manter a liderança na região Sul”, comenta o gerente de marketing, Tiago Haugg. O executivo da Piá refere-se às pesquisas do Nielsen feitas em 2014, que colocam a marca gaúcha como líder absoluta do setor com 38,5% de share na região metropolitana de Porto Alegre e 36% no interior do Rio Grande do Sul. Para acelerar o seu crescimento, a Piá também investe na ampliação de sua área física e novos equipamentos. Recentemente, entrou em operação a nova indústria de processamento de frutas, com capacidade para processar até cinco mil toneladas por mês. “Nosso objetivo é manter o ciclo de inovação, ampliação e modernização do nosso parque industrial”, resume o presidente Gilberto Kny.

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(Foto: Divulgação)

Em um ano em que a cadeia do leite gaúcha enfrentou a sua pior crise em 50 anos, a Piá registrou em 2014 um crescimento de 8,7%, chegando a R$ 653 milhões, contra os R$ 600,6 milhões obtidos no ano anterior. Em Nova Petrópolis, estão 5.710 dos 18 mil associados da Piá, sendo 248 produtores de leite. No município estão, também, 104 produtores de frutas, setor que encontra-se em franca expansão com a recente ampliação da unidade de processamento da Piá em Nova Petrópolis. Estes produtores são responsáveis pela entrega de figo, uva, morango, pêra, marmelo, pêssego, goiaba, ameixa e abóbora.

Segundo Gilberto Kny, a Piá é um grande instrumento a serviço da viabilização social e econômico de pequenos e médios agricultores associados. “Há garantia comercial da venda dos produtos e na prestação de serviços técnicos permanentes, para que eles tenham novos conhecimentos, novas tecnologias, tendo propriedades competitivas e viáveis economicamente”, enfatiza Kny. Para ele, a localização da cooperativa é estratégica, pois está próxima da região metropolitana de Porto Alegre. “Mais de 40% da população gaúcha está a menos de 90 quilômetros da nossa indústria, o que nos deixa fortalecido comercialmente”, explica Gilberto Kny. E assim, a cooperativa que nasceu pequena em 1967 segue conquistando mercado, mantendo a fidelidade de seus mais de 4 milhões de consumidores. E pensando, é claro, em conquistar paulistas, mineiros, cariocas e capixabas.

Por Insider 2



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