O ingresso de 10 novas vinícolas no projeto Wines of Brasil entre abril e agosto desse ano, ampliando o grupo para 40 empresas, deve ajudar a fortalecer o desempenho das exportações do setor. O primeiro semestre de 2017 registrou desempenho positivo de 37% em volume e 24% em valor nas vendas de vinhos e espumantes para o mercado externo, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram exportados 1,14 milhão de litros, contabilizando US$ 2,74 milhões. Realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Wines of Brasil atua na promoção dos vinhos brasileiros no mercado internacional, e as empresas associadas ao projeto respondem por 90% das exportações da bebida.

“São números a serem comemorados, mesmo representando um percentual pequeno da produção nacional, pois mostram a maturidade do setor e, principalmente, a qualidade de nossos produtos. Estamos exportando para países bastante concorridos no mercado internacional, que recebem vinhos do mundo todo e estamos, aos poucos, ampliando nosso espaço”, observa o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá.

Paraguai, Estados Unidos, Japão, China e Reino Unido lideram o ranking dos destinos dos rótulos verde-amarelos composto, no período, por 31 países.

Os espumantes foram o grande destaque no período. Apesar de representarem cerca de 18% do faturamento total das exportações, a categoria obteve um incremento de 84% no valor comercializado. Esse resultado se deve à venda de rótulos de categoria superior para alguns destinos como Estados Unidos, China e Japão.

O bom desempenho obtido nos últimos anos tem despertado o interesse de empresas pela exportação. Por isso, o ingresso das novas vinícolas no Wines of Brasil marca a edição 2017 do Programa Primeira Exportação (PPE), que oferece qualificação para atuação no mercado internacional. Serão realizados workshops sobre formação de preços, logística e tendências internacionais em produtos.
“O foco do PPE é fornecer orientações antes das empresas irem para o Exterior, além de dar suporte às vinícolas no mercado internacional. E, como no mercado Externo precisamos atuar como bloco para marcar uma presença mais forte nos pontos de venda, o ingresso de novas empresas dará mais corpo ao Wines ”, explica o gerente de promoção do Ibravin, Diego Bertolini.
Os novos participantes são de três diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Para Samuel Santini, supervisor administrativo de uma vinícola de Caxias do Sul (RS), o que motivou a empresa a se associar ao projeto foi a troca de informações e a possibilidade de crescimento: “Estar no meio, buscar conhecimento para posicionar a vinícola no mercado internacional e crescer com foco e qualidade. No Wines, a gente tem contato com empresas que estão trabalhando fora do país  e temos a possibilidade de buscar referências internacionais para desenvolver a empresa de forma geral”.



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