Diante dos recorrentes episódios de insegurança que o estado vivencia diariamente no comércio em geral, o Sindilojas Porto Alegre e o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (SINDHA), uniram-se com objetivo de apresentar ao Governo do Estado soluções de curto, médio e longo prazo que visem melhorar as condições de segurança no dia a dia do cidadão, com o mínimo de investimento do Estado.

O projeto foi entregue pelos presidentes Paulo Kruse (Sindilojas Porto Alegre) e Henry Chmelnitsky (SINDHA) aos Secretários Marcio Biolchi, Chefe da Casa Civil, e Delegado Wantuir Jacini, da Segurança Pública.

As entidades tomaram esta iniciativa dentro da visão de construir com o executivo algo realista e dentro do espirito de pró-atividade que norteia as mesmas. “É um trabalho feito pensando na sociedade como um todo. As duas entidades estão iniciando o projeto, mas a ideia é agregar outras instituições para avançarmos na pauta”, diz Paulo Kruse.

Henry Chmelnitsky complementa que “o objetivo é auxiliar no desenvolvimento de um novo plano de segurança priorizando o enfrentamento do problema”.

O estudo foi realizado por Consultoria Especializada dirigida pelo Coronel João Carlos Trindade, ex-comandante Geral da Brigada Militar, e sugere modificações e aperfeiçoamentos em algumas as estruturas e rotinas hoje existentes.

Entre as medidas, estão: – criação de fórum permanente de entidades representativas (integrado por bancos, transporte de cargas, postos gasolina, federações, taxistas, imprensa, associações de bairros, hotéis, lojas e etc.), para acompanhamento permanente de indicadores de criminalidade e para a realização de estudos embrionários tendo em vista a elaboração do futuro Plano Estadual de Segurança Pública; – elaboração imediata de Lei que regule as cedências; – projeto de retirada da BM da administração interna dos presídios (Força Tarefa – FT); – retorno dos policiais que estão cedidos ou emprestados a vários órgãos; e a priorização ao enfrentamento (prevenção e investigação) de determinados crimes (como homicídios, latrocínios, furto/roubo veículos, roubos, recepção, comércio informal dentre outros). “São crimes que tem potencialidade de retroalimentar outros delitos, por isso a importância de agir na base”, argumenta Cel. Trindade sobre esse item. O estudo completo prevê em torno de 25 ações.

O secretário de segurança pública, Wantuir Jacini, recebeu bem o projeto, falando que o elenco de medidas apresentadas é uma preocupação geral e que todas elas serão recepcionadas e formalizadas. Jacini pontuou também a importância que tem a participação e o apoio da sociedade, com a sugestão de novas fórmulas, sempre de difícil execução, propondo maneiras de resolver o problema da segurança no estado.

Na avaliação das entidades, para aplicação das recomendações, será necessário coragem, convicção e persistência, com o apoio de toda a sociedade.

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