São tantos os tipos, subtipos e denominações de cervejas que fica meio difícil escolher qual experimentar. Os mais comuns são Pilsen, Ale, Stout e Bock, que, geralmente, são oferecidos em restaurantes e festas. Mas afinal, o que difere entre uma e outra? Para você não fazer feio na hora de argumentar e saborear com os amigos, separamos aqui aqui alguns tipos de cerveja e suas características mais comuns.

Como classificar as cervejas?

Há várias maneiras de se classificar e separar as cervejas. Podendo ser pela fermentação (alta, baixa ou espontânea), pela cor (clara ou escura), pelo teor alcoólico (sem álcool, de baixo, médio ou alto teor alcoólico), pelo extrato primitivo (fracas, normais, extras e fortes) e pelo teor de extrato (baixo, médio, extra ou alto).

A forma mais delas é a classificação que leva em consideração o processo de fermentação, dividido em três grupos: o das cervejas tipo Ale (de alta fermentação), tipo Lager (de baixa fermentação) e tipo Geuze ou Lambic (cervejas de fermentação espontânea).

O que é  fermentação?

A fermentação é, basicamente, o processo químico pelo qual, por meio da ação da levedura, os açúcares presentes no malte e em outros cereais que podem ser utilizados na fabricação da cerveja são transformados em dióxido de carbono (CO2) e etanol.

E é o tipo de leveduras usadas que define a qual grupo a cerveja vai pertencer. As cervejas do tipo Ale são produzidas com leveduras de alta fermentação, que flutuam na superfície do líquido e são melhor processadas em altas temperaturas. Já a levedura utilizada para produção das cevejas Lager, mais comuns no Brasil, são fermentadas em baixas temperaturas e no fundo dos barris. E as cervejas do tipo Geuze ou Lambic não levam levedura em sua receita. A fermentação ocorre no contato do mosto com os micro-organismos naturalmente presentes no ar.

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Quais são as cervejas mais vendidas no Brasil?

As Lagers são as cervejas mais vendidas no planeta, responsáveis, por exemplo, por mais de 99% das vendas de consumidas do Brasil. Originarias da Europa Central no século 14, são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%. Tem entre seus tipos mais conhecidos a Pilsener, tipo de cerveja originariamente criada no século 19 na cidade de Pilsen, região da Boêmia da República Tcheca, e que por isso muitas vezes é chamada de Pilsen ou Pils ao invés de Pilsener.

Conheça mais sobre cada uma delas:

Pilsener

Pilsen é a mais consumida no Brasil. Foto: Sabina Fuhr
Pilsener é a mais consumida no Brasil. Foto: Sabina Fuhr

A cerveja do tipo Pilsener nasceu em Pils, na Tchecoslováquia, em 1842, e é a mais conhecida e consumida no mundo. De sabor delicado, leve, clara e de baixo teor alcoólico (entre 3% e 5%), é também a preferida dos brasileiros. No Brasil, o consumo da pilsen – a que mais se adequa ao nosso clima – chega a 98% do total ingerido, ficando o restante para as do tipo bock, light, malzbier e stout.

Bock
A cerveja tipo bock é outra lager de aceitação mundial por ter um sabor mais forte e encorpado, geralmente de cor escura. É originária da cidade de Einbeck, na Alemanha. Tem baixa fermentação e alto teor alcoólico.

Stout
Originária da Irlanda, a stout é feita com cevada torrada e possui um sabor que associa o amargo do lúpulo ao adocicado do malte. É elaborada com maltes especiais – escuros – e extrato primitivo de 15%. A fermentação é geralmente alta. Sua cor é escura e seu teor de álcool e extrato são altos.

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Ice
A cerveja ice nasceu em 1993 no Canadá. É fabricada por meio do “ice process”. Depois de fermentada, sofre um resfriamento à temperaturas abaixo de zero, quando a água se transforma em finos cristais de gelo. No estágio seguinte, esses cristais são retirados e o que permanece é uma cerveja mais forte e refrescante.

Lambic
Fabricada tradicionalmente na região de Pajottenland, Bélgica, não leva levedura em sua receita. A fermentação – dita espontânea – ocorre no contato do mosto com os micro-organismos presentes no ar.

Curiosidades:

Quantidade
Estima-se que existam atualmente mais de 20 mil tipos de cervejas no mundo. Pequenas mudanças no processo de fabricação, como diferentes tempos e temperaturas de cozimento, fermentação e maturação, e o uso de outros ingredientes, além dos quatro básicos – água, lúpulo, cevada e malte – são responsáveis por uma variedade muito grande de tipos de cerveja.

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Ingredientes
Água:
quanto mais pura, maior será a qualidade da cerveja.
Cereal maltado: Toda cerveja precisa de amido para garantir o sabor da bebida, e a cevada e o trigo são as fontes mais utilizadas neste processo. O malte se forma a partir da germinação de grãos colocados de molho. O grão maltado produz enzimas que convertem o amido presente em açúcar.

Lúpulo: Exerce papel essencial por conferir o amargor e o aroma a muitas cervejas. A forma de utilização do lúpulo no processo produtivo varia de acordo com o estilo de cerveja fabricada, já que a quantidade e sua característica alteram o aroma e sabor do produto final.

Levedura: Este micro-organismo é responsável pela fermentação que resulta na cerveja. As leveduras metabolizam os açúcares extraídos dos grãos, produzindo álcool e dióxido de carbono.

Legislação
Pela legislação brasileira, além das denominações tradicionais, a cerveja pode ser também do tipo Export e Large (características semelhantes a Pilsen). A Lei nacional admite 84 tipos de substâncias químicas na bebida, além dos ingredientes genuínos: água, malte e lúpulo.

Em pesquisa recente, descobriu-se que as cervejas fabricadas no Brasil contêm o limite de 45% de milho no lugar da cevada. Estes cerais não maltados podem ser arroz, aveia, centeio, milho e sucos de frutas. A legislação determina que os outros 55% devem ser oriundos de cereais maltados, cevada e trigo.



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