Para contribuir no aumento da qualidade, do valor, do volume e da sustentabilidade da cadeia de café, Eurico Albrecht, barista e proprietário do Café República, acaba de concluir a certificação como Q-Grader, na Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), em Varginha (MG). A certificação é desenvolvida pelo Coffee Quality Institute (CQI), com base na metodologia da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA) e reúne 4.323 Q-Graders no mundo. Albrecht, juntamente com 30 brasileiros, passou por uma avaliação de 36 diferentes origens de café, além de uma degustação às cegas em um total de 20 etapas teóricas e práticas. Ele é o único no Estado, de um total de 159 brasileiros, com o selo internacional.

“Com a conquista, a ideia é reforçar o Café República como um ponto de referência para quem procura por grãos de melhor qualidade. Para isso é necessário haver controle sensorial rigoroso lote a lote e a certificação fortalece a segurança em relação aos grãos e nos credencia a passar esse conhecimento adiante”, explica. A partir de agora, Albrecht recebe, a cada safra, amostras de micro lotes, seleciona as melhores e realiza testes para desenvolver um perfil ideal para cada variedade ou blend, classificando-os e, principalmente, avaliando e pontuando os cafés.

Eurico Albrecht, barista e proprietário do Café República, acaba de concluir a certificação como Q-Grader, na Brazil Specialty Coffee Association (BSCA)
Eurico Albrecht, barista e proprietário do Café República, acaba de concluir a certificação como Q-Grader, na Brazil Specialty Coffee Association (BSCA)

Conforme o proprietário do Café República, que só trabalha com cafés especiais, o local pretende oferecer verdadeiras experiências com a bebida, ensinando as pessoas a identificar o verdadeiro café especial e promover cursos de formação para baristas.

Mais informações: 

O Café República, na Cidade Baixa, é referência em cafés especiais e trabalha há três anos com três métodos: Prensa Francesa, Hario V60 e Aeropress elaborados na mesa do cliente. Os grãos especiais são produzidos em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Ao se tratar de café especial, o cuidado é minucioso e não é permitido pelos de animais e insetos, por exemplo. O café especial passa por colheita e secagem bem rigorosas. A colheita é manual e acontece quando o grão atinge o estado maduro que é mais trabalhoso e mais utilizado para evitar o sabor adstringente da bebida. Na secagem o objetivo é apenas desidratar e não fermentar para evitar o sabor que remeta a remédio. Na etapa da secagem o ideal é produzir em terreiros de cimento muito limpos, sem rachaduras e com estufas que protejam os grãos da chuva e do sereno à noite. É por isso também que os cafés especiais são produzidos em micro lotes uma vez que é praticamente impossível obter os mesmos fatores em lotes diferentes em um processo tão artesanal.

E um café é considerado especial quando atinge no mínimo 80 pontos, baseado na avaliação sensorial da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). Os atributos de um bom café especial são classificados em: fragrância/aroma, uniformidade (cada xícara representa estatisticamente 20% do lote avaliado), ausência de defeitos, doçura, sabor, acidez, corpo, finalização, harmonia e conceito final.

Do ponto de vista sensorial, são aqueles com atributos de sabor e aroma excepcionais, isto é, são cafés que produzem bebidas muito aromáticas e sem amargor. Esses cafés representam cerca de apenas 5% dos cafés produzidos no mundo todo. Quanto à produção brasileira, os cafés especiais têm pouca representatividade, inclusive no consumo interno, respondendo apenas por 3% do total produzido, mas esse número tende a aumentar pela difusão da cultura do café.

O República oferece 15 opções em cafés que vão do espresso ao cappuccino com nutella, carro-chefe da casa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here