Queridinho entre aqueles que buscam alimentos saudáveis e presente em diversas dietas da moda, o óleo de coco tem causado controvérsias no meio médico. Se antes, ele era, inclusive, indicado por nutricionistas como substituto de gorduras convencionais, agora é visto com restrições.

Isso porque a Associação Americana do Coração divulgou um alerta sobre o uso do óleo. Segundo o comunicado, ele faz tão mal quanto a gordura da carne e da manteiga. O problema é a quantidade de gordura saturada, que pode aumentar o nível de colesterol ruim no sangue. O colesterol ruim, quando muito elevado, pode entupir veias ou artérias e provocar infartos e derrames. A Associação Americana de Cardiologia afirma que ainda não há estudos que provem isso. A associação aponta que esse óleo tem 82% de gordura saturada, mais que a manteiga, a gordura bovina ou a banha de porco. A associação recomenda consumo moderado de óleo de coco, assim como de qualquer outro alimento rico em gordura saturada.

As opções mais saudáveis, segundo a associação, são outros óleos vegetais, como o de girassol e o clássico azeite, ricos em gordura insaturada, que é saudável. Os especialistas alertam que o nosso corpo precisa de gorduras – elas são fonte de ácidos graxos essenciais e ajudam o organismo a absorver as vitaminas A, D e E, por exemplo, a questão é qual tipo de gordura consumir.

Entidades brasileiras também se manifestaram 

Há poucos meses, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia se posicionou quanto à prescrição do óleo de coco. O texto alertava que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de coco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito. No entanto, não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso, segundo o órgão. O texto diz “Considerando que o uso do óleo de coco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico; a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia posiciona-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde”.

O texto ainda diz que a entidade não recomenda o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró- inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.

O Conselho Federal de Nutricionistas também se manifestou sobre o uso do óleo de coco. A recomendação é de que ele seja usado em pequenas quantidades e em preparações culinárias, preferencialmente compostas por alimentos in natura ou minimamente processados, não sendo recomendado para tratamento da hipercolesterolemia.



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