Cecilia Aldaz
Cecilia Aldaz. (Foto: Arquivo Pessoal)

Por Luciana Bohn – 

Cecília Aldaz nasceu em Mendoza, na Argentina. Daí sua imensa ligação com o mundo dos vinhos. Aprendeu muito sobre a bebida em sua terra natal, mas conta que fez uma viagem e entendeu que a realidade da Argentina é muito diferente que na Espanha.

Estudou então na Inglaterra, na França e no Brasil. Cursa atualmente o
prestigiado Master of Wine, honraria concedida a apenas 240 sommeliers desde sua fundação. Cecília é casada com Felipe Bronze e os dois estão a frente do restaurante Oro, no Rio de Janeiro. Ela conta que divide seus dias entre estudos e trabalho, além de dedicar-se a criação do seu filho.

A sommelier confessa que queria ter mais horas para poder fazer mais coisas, mas que está muito animada com a viagem que fez para o Rio Grande do Sul. “Aprendi ainda mais e estou encantada!” Cecília esteve em Porto Alegre no final de setembro para dois workshops no evento Iguatemi Wine onde abordou os temas Provocação aos Sentidos e Vinho e Madeira.

Conte um pouco sobre o que te inspirou a falar sobre a provocação dos sentidos e sobre a madeira.

Cecília Aldaz – Eu sempre quis mostrar ao público que o vinho pode ser mais que uma bebida. Pode, também, se transformar em uma experiência que remeta à memória  afetiva. O tema O Vinho e a Madeira foi pensando em novas tendências, na importância que a madeira tem na produção da bebida e como isso interfere na escolha do vinho.

Sabemos que você vem de Mendoza, famosa por ser uma região vinícola. O que acha que o Brasil poderia aprender com a Argentina para introduzir a bebida ainda mais no nosso dia a dia?

Cecília Aldaz – No Sul vocês têm uma cultura de vinhos, mas no resto do Brasil não. O vinho pode estar presente em nossa vida com mais naturalidade e ninguém precisa ser um gênio para poder beber. O vinho é para aproveitar, para pensar ou só para beber, depende do que o consumidor preferir.

Onde aprendeu tudo o que sabe sobre sua profissão? Estudou em muitos lugares?

Cecília Aldaz – Aprendi sobre vinhos em Mendoza, originalmente. Logo fiz uma viagem e entendi que a realidade da Argentina é muito diferente que na Espanha. Estudei na Inglaterra, na França e no Brasil. Sem dúvida, a maior experiência é quando encontramos pessoas que fazem a diferença em seu trabalho. O mundo do vinho está cheio de personagens inspiradores.

“O vinho pode estar presente em nossa vida com mais naturalidade e ninguém precisa ser um gênio para poder beber.”

Quais são as experiências mais enriquecedoras que você teve com a gravação do programa Um Brinde ao Vinho (Mais Globosat)?

Cecília Aldaz – A experiência mais enriquecedora que vivenciei com o programa foi ter a oportunidade de conhecer histórias e pessoas encantadoras. Tive o prazer de ter contato com pessoas muito inteligentes, que buscam de tudo para produzir o melhor vinho possível.

Poderia contar sobre algum lugar que acreditas ter muito potencial vinícola e ainda é pouco explorado?
Cecília Aldaz – Existem alguns lugares no Brasil que ainda não mostraram todo o seu potencial, como é o caso de São Paulo, Santa Catarina e a região do Vale do São Francisco, que é maravilhosa! O mundo está ávido por novidades no que se refere aos vinhos e acredito que esses locais têm uma capacidade incrível e ainda são pouco explorados.
Cecilia Aldaz
Cecilia Aldaz. (Foto: Arquivo Pessoal)
O que a produção vinícola mais ganhou com a maior presença de mulheres na área?

Cecília Aldaz – Cada dia tem mais mulheres no mundo do vinho, tanto na enologia, como sommelier, principalmente na Europa, na Argentina e no Chile. No Brasil, isso também está acontecendo. Um dos diferenciais das mulheres é que elas buscam conhecimento, pesquisam, estudam e sempre encontram tempo para se dedicar ainda mais. Já temos muitas mulheres super capacitadas aqui no Brasil e acredito que isso só tende a aumentar.

Quais são seus projetos atuais e futuros?

Cecília Aldaz – Como projeto futuro, tem um livro vindo por aí. Ainda está em fase de projeto mesmo, mas estou fazendo muito esforço para que, logo, saia do papel. Tenho muita vontade de conhecer mais o Brasil, principalmente essas regiões que mencionei anteriormente. Tem muita gente trabalhando de maneira muito série e competente em um país tão jovem em relação aos vinhos finos. Quero estar mais próxima dessa revolução de qualidade da bebida que estamos tendo a oportunidade de presenciar. E essa viagem que fiz aqui pelo Sul está me inspirando e me despertando ainda mais essa vontade.

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