Autodidata na cozinha, o chef Jorge Nascimento é uma das referências em conhecimento e prática da gastronomia nacional. Com quase 3 décadas de experiência, ele é reconhecido por trabalhos em hotéis como: Hotel Everest, Rede Máster de Hotéis, Hotel Serrano, Hotel Casa da Montanha e Hotel Laje de Pedra. Por mais de uma década esteve a frente de faculdades de hotelaria e gastronomia. Hoje, o chef Jorge Nascimento faz eventos, presta consultorias e segue dando aulas.

Quando e por que você decidiu ser chef?  Eu cozinho desde os 10 anos. Quando terminei o ensino médio, queria ir para Paris, cursar a Le Cordon Bleu. Mas meu pai queria que eu fosse advogado, uma tradição de família. Então, acabei cursando hotelaria, sempre dando mais ênfase à gastronomia, embora o curso não tivesse muita ligação com a cozinha.
Depois do curso eu investi na carreira de cozinheiro. Naquela época era difícil, era mais fácil você ser contrabandistas do que cozinheiro. Havia um preconceito enorme.

Fui para São Paulo fazer um estágio que durou um ano e meio. Passei por várias cozinhas que eram referências naquele período. Foi um momento bem difícil, pois o nível cultural dos cozinheiros e auxiliares dos restaurantes paulistas era diferente do meu. Quase desisti por três vezes, mas venci. Depois, voltei para Porto Alegre e comecei a atuar no Hotel Everest. O Marcelo Jacob, gerente de A&B do hotel, tinha um projeto de reposicionar o restaurante em termos de qualidade, como ele tinha nos anos 80. E abracei o projeto do Everest e foi um sucesso. A partir daí, eu me tornei conhecido nacional e internacionalmente.

Quais chefs te inspiram?  Durante um período, participei da ABAGA, que era a Associação Brasileira da Alta Gastronomia. Eu tinha 26 anos e participava dessa associação com chefs como Emmanuel Bassoleil, Alex Atala, Luigi Tartari, Erick Jacquin, Claude Troisgros, e aí eu aprendi, cresci e convivi. Foram eles que me influenciaram.

Quais são as suas influências na gastronomia? Me defino como Cozinha do mundo. Faço viagens pelo mundo, há anos, para conhecer tendências e sabores.

Qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha? Manteiga e azeite de oliva.

E aquele que não entra de jeito nenhum? Miolos. Não gosto de comer e fazer. Já comi aqui e no exterior, não gosto.  Outra coisa que não gosto de cozinhar e comer é  mostarda, a verdura.

Que restaurante frequenta quando está de folga? O Mandarinier e o Del Barbieri, a cozinha deles são primorosas, inventivas e saborosas. O Lucca Casa de Chef eu também adoro. E o Hotel Roma que tem uma comida caseira de travessa, que é um estilo que eu adoro.

Na Cozinha, qual o principal erro que se pode comer? Subestimar o sabor. O cozinheiro precisa provar para saber aquilo que está servindo.

Para você, o que é tendência em gastronomia atualmente? O resgate ao neoclassicismo. É levar o Brasil para fora do Brasil. A comida brasileira começar a frequentar a alta gastronomia e também o resgate das cozinhas regionais. O menos é mais.

Uma harmonização perfeita? Carpaccio e Pinot Grigio. Essa é a minha combinação perfeita.

Quais os planos para o futuro? Estou pensando em abrir uma pequena fábrica para oferecer a comida do dia a dia. E também seguir dando consultorias, principalmente para o setor hoteleiro.

Se você soubesse que morreria hoje, qual seria a última refeição? No inverno, uma lentilha. Eu adoro!

Para conhecer mais sobre o trabalho do Chef, acesse a página de Jorge Nascimento no Facebook.

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