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Formada em Gastronomia pela Unisinos, Natália Tussi há três anos comanda o Restaurante Rambla. Apaixonada pelos detalhes da cozinha, ela considera genial misturar as mais diversas vertentes da gastronomia e obter harmonia entre elas.
A chef bate um papo com a Revista Sabores do Sul e conta sua trajetória na culinária, suas preferências na cozinha e projetos pra o futuro. Confira:

Quando e por que você decidiu ser chef? Minha família sempre cultivou a reunião e o ato de cozinhar, então cresci na cozinha. Anos mais tarde, veio como uma segunda opção de carreira e cursei Gastronomia na Unisinos enquanto trabalhava em Canela, com o Floriano Spiess. Após, as oportunidades foram aparecendo. Estou chefiando o Rambla há três anos, sigo aprendendo e os objetivos seguem crescendo. A carreira de cozinha é difícil, porém muito gratificante. Na verdade o que nós mais gostamos é de comer e fazer os outros felizes.

Quais chefs te inspiraram? Diversos. Não só pela comida incrível que fazem, mas também pela postura e importância que trazem à nossa cultura.

Acredito que o chef mostra na sua comida a história e a realidade que está inserido. Quando como fora de casa ou viajo e provo a comida de qualquer cozinha, existindo um chef ou não, são esses detalhes que me surpreendem sempre.

Quais são as suas influências na gastronomia? A maior influência é a familiar. A cozinha italiana e mediterrânea estão na minha essência, mas como cozinheira, amo todos os tipos. Acho genial quando conseguimos casar as cozinhas. Misturar temperos e encontrar a harmonia entre eles. Usar técnicas típicas de uma cultura em outros pratos e aprender a conseguir extrair o máximo de sabor.

Qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha? Azeite, vinagre, temperos em geral, embutidos e defumados, pão, queijo, vinho e cerveja. Também tenho fases e me apaixono por alguns produtos consumindo-os até enjoar.

E aquele que não entra de jeito nenhum?  Não existe ingrediente que eu goste menos de comer, mas comidas que não sei fazer ou que faço muito mal:  cozinha japonesa e principalmente doces.

Que restaurante frequenta quando está de folga? Gosto de ficar com a família e amigos, se possível em casa, fazendo churrasco. Mas tenho meus preferidos como o Mandarinier, o Lucca, Del Barbieri, Daimu, Tempero Chinês, Hotel Roma, entre tantos outros restaurantes maravilhosos de Porto Alegre.

Na Cozinha, qual o principal erro que se pode comer? Comidas insossas, porque em minha opinião, o sabor é o principal. Apresentação, textura, temperatura, etc, são igualmente importantes, porém se a comida está insossa, perde-se o sentido.

Para você, o que é tendência em gastronomia atualmente? O que mais vejo hoje é a valorização do que é nosso e o respeito com o produto/produtor. Acho que comer com consciência e saber de onde vem, quem faz, enfim, valorizar cada etapa.

Uma harmonização perfeita? Lareira, queijos e vinho.

Quais os planos para o futuro? Viajar mais, conhecer novas culturas, amadurecer profissionalmente. Passar mais tempo com a família.

Se você soubesse que morreria hoje, qual seria a última refeição? Pão com abacate, ovo e bacon.

Rambla
Porto Alegre/RS
Rua Félix da Cunha, 977
Fone: (51) 3346-7275

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