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Os sabores e aromas estão presentes na vida de Graciela Martins. Desde muito pequena já explorava a cozinha da avó observando cada detalhe da relação simples, porém mágica da transformação de alimentos. Assim começa o amor da chef Graciela pela culinária.

Formada pela Escola de Gastronomia SENAC, ela tem no currículo passagem pelas cozinhas de Quintana e Veríssimo Bar; Mocotó e Esquina Mocotó; ambos em São Paulo, além de trabalhar ao lado de chefs como Carlos Krinstensen, do Hashi, Marcelo Schambeck do Del Barbiere e Floriano Spiess, Cozinha de Autor. A chef também participou de eventos como: Gastronômade Brasil, Mesa ao Vivo SP e RS e Festival Binacional de Enogastronomia.

Graciela Martins trabalha como Personal Chef, além de ministrar cursos, worksops e oficinas para adultos e crianças.

Quando e por que você decidiu ser chef? Não houve uma decisão em ser chef, até porque eu me considero apenas uma cozinheira. Mas, desde que me entendo como pessoa estive na cozinha, nas barras da saia de minha avó e de minha mãe. Usava um banquinho para alcançar a pia e o fogão. Trabalhei no setor burocrático por anos, porém o amor pelas panelas estava ali latente. Então, depois de ser mãe, entendi que deveria voltar para a cozinha e fazer aquilo que eu amava quando criança, cozinhar.

Quais chefs te inspiram? São vários, cada um com seu talento! Neka Menna Barreto pelo amor com que lida com o alimento em seus banquetes irretocáveis, Marcos Livi por levar de maneira tão linda nossa cozinha do Sul para o resto do Brasil, Marcelo Shambeck, pela criatividade e humildade com que lida com o alimento e com as pessoas. Báh! Que bairrista…só gaúcho nesta lista.

Quais são as suas influências na gastronomia? Minha família veio da Campanha, então desde muito cedo aprendi a usar nossos ingredientes, nossas panelas de ferro e o fogão a lenha. Creio que minha maior influência é a cozinha regional do Sul!

Qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha? Um só?Puxa!Dois então… Amor e Pimenta

E aquele que não entra de jeito nenhum? Corantes artificiais, essências, temperos industrializados.

Que restaurante frequenta quando está de folga? Quando estou de folga prefiro estar com a família, pois é a oportunidades de todos sentarmos juntos a mesa. O compartilhar em família, a vontade na mesa de casa, este para mim é o melhor restaurante!

Na Cozinha, qual o principal erro que se pode comer? Vaidade e ausência de humildade.

Para você, o que é tendência em gastronomia atualmente? Sem dúvida nenhuma o estreitamento de laços entre produtores e cozinheiros, e por consequência os comensais. Consciência, saber o que se come e de onde vem.

Uma harmonização perfeita? Vinho e chocolate aos pés do fogão a lenha.

Quais os planos para o futuro? Trabalhar com crianças e talvez com os adultos, oferecendo oficinas de culinária. Eu acredito que seu eu conseguir tocar e motivar a criança a amar a Gastronomia, a plantar aquilo que se come, entender mais o alimento, desenvolver seu paladar para aquilo que é bom e saudável eu conseguirei atingir os pais, a família inteira.Uma criança que é ensinada a plantar e a cozinhar seu alimento, comendo comida de verdade, certamente será um adulto feliz.

Se você soubesse que morreria hoje, qual seria a última refeição? A comida da minha mãe. Arroz, guizadinho, feijão e moranga caramelada (a melhor do mundo).

2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns Graciela ,pelo belo trabalho !
    Tu não negas as tuas raízes ,origens … ao conviver com tua avó e mãe Maria Leal nos preparos dos alimentos na cozinha entre panelas e fogão a lenha .

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