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Cassiano Melo começou sua vida na gastronomia como garçom e foi crescendo, até se tornar cozinheiro no início dos anos 2000 e de lá nunca mais saiu. Hoje, ele comanda a cozinha de um dos mais tradicionais restaurantes da Serra Gaúcha, o Nonno Mio, em Gramado. A casa é referência pelo sabor e diversidade dos pratos. O Coelho ao molho é um sucesso.

Quando e por que você decidiu ser cozinheiro? Quando comecei na gastronomia em 1999. Eu era apenas o rapaz que fazia o polimento em pratos e talheres e em pouco mais de duas semanas fui convidado a trabalhar como aprendiz de garçom, logo estava atendendo o público. Mas a vontade de cozinhar veio logo, em meados de 2002 e 2003 comecei a trabalhar em dois locais sendo que ainda me matinha como garçom em um restaurante à noite e durante o dia passei a trabalhar em um hotel, já na cozinha. A vontade de cozinhar superava o cansaço e as noites mal dormidas!

Quais chefs te inspiram?  Quando comecei na cozinha tive apoio de um grande amigo, hoje chef no Rio de Janeiro e grande amigo ainda, chamado Fernando Pavan, com ele tive muito aprendizado e inspiração. Hoje acompanho muito o trabalho do chef Alex Atala, por ser um grande estudioso e pesquisador dos produtos que apresenta e por levar a cozinha brasileira a um alto nível mundial.

Quais são as suas influências na gastronomia? Tenho como influência a cozinha italiana, mas levo também meu lado autoral, onde gosto de trabalhar o local, de origem serrana ou de nosso litoral, sempre com um toque de contemporaneidade.

Qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha? Temperos, ervas e especiarias, esses ingredientes não podem faltar de jeito nenhum, porque uma comida somente com sal e pimenta pode ser gostosa, mas com ervas ou especiarias ela fica especial.

E aquele que não entra de jeito nenhum?  Molhos em pó, do tipo tirou do pacote e mistura na água. Sei que a cozinha de hoje pede tudo cada vez mais rápido e prático, mas nada substitui o verdadeiro sabor de fundo, uma redução que levou horas para ficar pronta, mas não critico quem usa, afinal cada chef trabalha como pode.

Que restaurante frequenta quando está de folga? O que mais te chama atenção neles?  Frequento restaurante de comida simples, casas que oferece uma boa comida com simplicidade, às vezes um local mais sofisticado, mas o que me chama mais a atenção e me faz retornar além da comida bem preparada e saborosa é o atendimento, e posteriormente o ambiente.

Na Cozinha, qual o principal erro que se pode comer? O pior erro é em minha opinião, é a pressa, pois cada alimento tem seu tempo de cocção e deve ser religiosamente respeitado e cumprido.

Para você, o que é tendência em gastronomia atualmente? A grande tendência hoje são duas, os produtos orgânicos e o “terroir” o produto local, podendo ser os dois em um mesmo. Um produtor local que produz seus legumes e hortaliças sem uso nenhum de agrotóxico, isso eu já utilizo nas verduras que trabalho na minha cozinha.

Uma harmonização perfeita? Para mim seria um harmonização perfeita a alta gastronomia ao alcance de todos, a oportunidade de todo mundo poder provar um prato bem elaborado e coisas diferentes do seu dia a dia, seria perfeito.

Quais os planos para o futuro?  Seguir minha carreira no restaurante onde estou hoje e quem sabe futuramente ter meu próprio restaurante.

Se você soubesse que morreria hoje, qual seria a última refeição?  Minha última refeição seria a comida de minha mãe, porque assim saberia que realmente morreria totalmente satisfeito, pois a minha mãe me inspira até hoje.

Nonno Mio
Gramado/RS
 Av. Borges de Medeiros, 2070 – Centro 
Fone: (54) 3286.1252 – (54) 3286.2843 – (54) 9901.9929
facebook.com/nonno.mio.5

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